Pastoral Familiar

Pastoral Familiar
Família é a nossa maior riqueza

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

EVANGELHO DO DIA - SÃO LUCAS 8,1-3

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SALMO 48

— Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos céus.
— Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos céus.
— Por que temer os dias maus e infelizes, quando a malícia dos perversos me circunda? Por que temer os que confiam nas riquezas e se gloriam na abundância de seus bens?
— Ninguém se livra de sua morte por dinheiro nem a Deus pode pagar o seu resgate. A isenção da própria morte não tem preço; não há riqueza que a possa adquirir, nem dar ao homem uma vida sem limites e garantir-lhe uma existência imortal.
— Não te inquietes, quando um homem fica rico e aumenta a opulência de sua casa; pois ao morrer não levará nada consigo, nem seu prestígio poderá acompanhá-lo.
— Felicitava-se a si mesmo enquanto vivo: “Todos te aplaudem, tudo bem, isto é que é vida!” Mas vai-se ele para junto de seus pais, que nunca mais e nunca mais verão a luz!

PRIMEIRA LEITURA - 1TIMÓTEO 6,2c-12

Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo.
Caríssimo, 2censina e recomenda estas coisas. 3Quem ensina doutrina estranhas e discorda das palavras salutares de nosso Senhor Jesus Cristo e da doutrina conforme à piedade, 4é um obcecado pelo orgulho, um ignorante que morbidamente se compraz em questões e discussões de palavras. Daí é que nascem invejas, contendas, insultos, suspeitas, 5porfias de homens com mente corrompida e privados da verdade que fazem da piedade assunto de lucro.
6Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, mas quando acompanhada do espírito de desprendimento. 7Porque nada trouxemos ao mundo como tampouco nada poderemos levar. 8Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos.
9Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, 10porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviaram da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos.
11Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

PAPEL DO MARIDO NO MÉTODO DE OVULAÇÃO BILLINGS


O marido pode ajudar muito no Método de Ovulação Billings™

Antes de falar da participação do marido no uso do Método de Ovulção BillingsTM, gostaria de falar um pouco, se me permitem, sobre a vocação ao sacramento do matrimônio.
“O matrimônio não é fruto do acaso ou produto de forças naturais inconscientes, é uma instituição sapiente do Criador, para realizar na humanidade o Seu desígnio de amor. Mediante a doação pessoal recíproca, que lhes é própria e exclusiva, os esposos tendem para a comunhão dos seus seres, em vista de um aperfeiçoamento mútuo pessoal, para colaborarem com Deus na geração e educação de novas vidas.”(HV,8)¹



Foto: Wavebreakmedia / iStock. by Getty Images

Como o marido pode ajudar no Método de Ovulação Billings™

Vejam que definição do sacramento do matrimônio que o Papa Paulo VI nos apresenta em sua Carta Encíclica Humanae Vitae! Esse sacramento não é fruto do acaso, mas se trata, portanto, de uma vocação ao amor, e essa vocação se realiza pela doação pessoal recíproca do esposo para a esposa e vice-versa, para colaborarem com Deus na geração de novas vidas.

Fertilidade vivida de forma combinada

O uso do Método de Ovulação Billings™ vai beneficiar a vivência dessa doação recíproca, porque envolve o homem e a mulher. A fertilidade masculina e feminina são vividas de forma combinada, e isso requer diálogo, compreensão, espera e amor entre eles.
Um dos protocolos de atendimento que utilizamos no Centro de Formação Famílias Novas², quando atendemos um casal, é a presença do esposo nos dois primeiros atendimentos (aqueles que podem vir a todos os atendimentos, melhor ainda, assim eles acompanham suas esposas, pois o método é do casal). Interessante que, com a experiência nos atendimentos, constatamos que o homem, ao entender a funcionalidade da fertilidade feminina e masculina, tem uma compreensão da lei natural que está inscrita na fertilidade para a geração de novas vidas.

Experiência da comunhão entre o casal

Um outro benefício do Método de Ovulação Billings™ é o aperfeiçoamento mútuo e pessoal dos esposos, especificamente no que diz respeito à sexualidade. A compreensão do esposo e da esposa, geralmente, parte de uma visão reduzida, a qual, muitas vezes, é passada pelos meios de comunicação ou, talvez, pela educação sexual que receberam de seus pais, de que a sexualidade se reduz somente à relação sexual genital. Com o uso do método, o casal faz a experiência da comunhão, enriquecida de valores de ternura e afetividade, que constituem o segredo profundo da sexualidade humana.
Um outro fator que beneficia a ajuda do esposo é que o homem, ao usar com sua esposa o Método de Ovulação Billings™, eles vão viver uma permanente educação da virtude da castidade. E castidade aqui, como afirma João Paulo II, “não significa, de modo nenhum, a recusa nem a falta de estima pela sexualidade humana: ela significa, antes, a energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade.” ( FC 33)3
Assista:


No momento da vida matrimonial, em que o casal constata que possuem motivos graves e justos para espaçar um novo nascimento, eles recorrem aos períodos infecundos para o ato conjugal. Essa atitude comporta a aceitação do ritmo biológico da mulher; com isso, também a aceitação do diálogo, do respeito recíproco, da responsabilidade comum, do domínio de si. E isso não será possível sem a participação do esposo, evidentemente, e vice-versa. Essa vivência da castidade conjugal fortalece a fidelidade e protege o amor entre eles.
Por fim, o esposo e a esposa, ao contemplarem juntos a fertilidade de ambos, reconhecem a graça que lhes foi confiada de colaborar para que uma nova vida seja gerada. Reconhecem que o Princípio e o Autor da vida é Deus. E que eles, enquanto vocacionados a essa altíssima vocação, que é o matrimônio, “não são árbitros das fontes da vida humana, mas tão somente administradores dos desígnios estabelecidos pelo Criador” (HV 13).
¹ – PAULO VI. Carta Encíclica Humanae Vitae. 9. ed. São Paulo: Paulinas, 2001.
² – Centro de Atendimento Especializado em Regulação da Fertilidade no Posto Médico Padre Pio da Rede de Desenvolvimento Social da Canção Nova. blog.cancaonova.com/familiasnovas.
3 –  JOÃO PAULO II, Papa. Exortação Apostólica Familiaris consortio (Sobre a missão da Família Cristã no mundo de hoje). São Paulo: Loyola, 1982.


Fabiana Azambuja

Fabiana Azambuja é instrutora Qualificada do Método de Ovulação 
Billings™ e Coordenadora do ‘Centro de Formação Famílias Novas’, no
Posto Médico Padre Pio, em Cachoeira Paulista (SP). familiasnovas@cancaonova.com


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/familia/fertilidade/como-o-marido-pode-ajudar-no-metodo-de-ovulacao-billings/


O MÉTODO BILLINGS É EFICAZ?

Por falta de conhecimento, muitos acreditam que o Método de Ovulação Billings é ineficaz
Estou aqui de volta para falar um pouco mais sobre o Método de Ovulação Billings. Desta vez, me pediram que eu falasse sobre sua eficácia.
Eficácia do Método de Ovulação Billings - 1600x1200

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Permiti-me pensar na palavra eficácia e no que ela significa. Algo eficaz nos remete àquilo que promete ou que se espera que cause o resultado inicialmente pretendido. Nesses quase 20 anos como conhecedora do Método de Ovulação Billings, ouvindo as pessoas que me procuram para um atendimento, a pergunta que faço já na entrevista inicial  é essa: “ Qual é a sua motivação para aprender e utilizar o Método de Ovulação Billings, ou seja, quais são as suas pretensões, o que você espera?
Como protocolo de atendimento, essas motivações são divididas da seguinte forma:
CF ( conhecimento da fertilidade), ou seja, adolescentes e jovens que decidem reconhecer e ler os sinais do seu corpo para conhecer a sua fertilidade;

EG (espaçar a gravidez), ou seja, casais que, por motivos pessoais, no momento, querem espaçar os nascimentos e, geralmente, estão em algumas dessas situações: estão amamentando, querem interromper o uso do anticoncepcional ou ainda as que estão se aproximando da menopausa;
PG (engravidar), ou seja, casais que buscam, a partir do reconhecimento de sua fertilidade, obter uma gravidez.
Em todos os casos, o uso do Método ajuda essas pessoas ainda a monitorarem sua saúde reprodutiva. Realizamos, no Centro de Formação Famílias Novas, especializado no ensino do Método de Ovulação Billings, um relatório anual dos atendimentos realizados. No ano passado, 84 pessoas puderam fazer o reconhecimento da sua fertilidade, 60 espaçaram e 15 buscaram engravidar, inclusive com diagnóstico médico de subfertilidade e já com encaminhamentos para inseminação artificial, 7 engravidaram de forma natural usando o Método de Ovulação Billings.
Além da minha experiência pessoal e profissional, em que constato a eficácia do Método, segundo a Organização Mundial da Saúde, ele apresenta 98% de eficácia na maioria dos casos.
Apesar desses números, comumente se escuta que o Método é ineficaz, mas isso se deve à falta de conhecimento sobre ele. Poucos profissionais de saúde possuem conhecimento profundo, apreciação e compreensão, e, geralmente, não prescrevem para seus pacientes. Um dos motivos é que nas Escolas de Enfermagem ou Medicina a informação é escassa ou nula. No entanto, a natureza holística informativa e integrativa do Método de Ovulação Billings se ajusta bem à prática profissional da enfermagem e da medicina. A maioria dos usuários estão altamente satisfeitos com o uso, sendo as razões principais de satisfação comuns o autoconhecimento, o não uso de medicamentos, a naturalidade e a efetividade.
O Método de Ovulação Billings cumpre aquilo que se espera dele. Ele se baseia no reconhecimento da fertilidade mediante a percepção da sensação de umidade ou secura vulvar. Pode ser utilizado em caso de ciclos regulares e irregulares. Requer do casal um período de aprendizagem com instrutores capacitados. O autorreconhecimento da fertilidade e da infertilidade possibilita à mulher conhecer seus próprios padrões sendo capaz de detectar uma gama de desordens ginecológicas.
Concluo dizendo aquilo que comprometeria a eficácia do Método de Ovulação Billings: a primeira coisa é a ausência do registro diário no gráfico; costumo dizer que quem não faz o gráfico a cada ciclo não pode se denominar usuária do Método de Ovulação Billings. A segunda é a ausência de um instrutor qualificado para o acompanhamento, pois o Método NÃO é o da tabelinha, mas o que acompanha o Continuum Ovárico de cada mulher, e cada ciclo conta uma história diferente.

Fabiana Azambuja

Fabiana Azambuja é instrutora Qualificada do Método de Ovulação 
Billings™ e Coordenadora do ‘Centro de Formação Famílias Novas’, no
Posto Médico Padre Pio, em Cachoeira Paulista (SP). familiasnovas@cancaonova.com

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/familia/fertilidade/eficacia-do-metodo-de-ovulacao-billings/

A IGREJA RECOMENDA O MÉTODO OVULAÇÃO BILLINGS

O Método Ovulação Billings é recomendado para o planejamento familiar

“Pela sua estrutura íntima, o ato conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher. Salvaguardando esses dois aspectos essenciais, unitivo e procriador, o ato conjugal conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e a sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade” (Humane Vitae).
Gerar uma nova vida é uma alegria, mas também constante motivo de preocupação dos pais. Preocupada com os meios artificiais usados pelos casais na prevenção e programação da gestação, a Igreja recomenda métodos naturais que utilizam da própria natureza fisiológica do homem e da mulher para que o casal possa planejar a sua família. No entanto, os métodos naturais vão muito além da prevenção, pois contribuem para que a mulher tenha um melhor conhecimento de seu corpo e favorecem a harmonia e o diálogo entre os casais.
Por que a Igreja Católica recomenda o uso do Método de Ovulação Billings

Por que a Igreja Católica recomenda o uso do Método de Ovulação Billings para o planejamento familiar?

Existe um documento, que é importante citar quando se fala dos métodos naturais: a Encíclica do Papa Paulo VI, de 1968 (ainda muito atual), que se chama Humanae Vitae (“Da vida humana”). Nele, o Sumo Pontífice fala sobre a regulação da natalidade, porque a Igreja vê os casais livres e responsáveis com a criação. Nesse documento, a Igreja olha o homem de forma global, não vê a pessoa humana apenas fisiologicamente, mas também emocional e espiritualmente.
Naquela época, a Igreja reuniu cientistas, pessoas que entendem dessa área e casais para analisar a questão da regulação da natalidade. É aí que entra a história dos métodos naturais, porque eles são o melhor caminho, pois os casais vão se utilizar da própria fisiologia – sem interferência de nada artificial – para poder planejar a sua família levando em conta essa visão global do homem.

Por que muitos médicos não o recomendam?

Como instrutora do MOB [Método de Ovulação Billings]tenho um trabalho em conjunto com os médicos. Apresentamos os casais a eles, explicamos a proposta, sempre lembrando que o método é uma opção. Então, esses profissionais trabalham junto conosco, como os endocrinologistas e os nutricionistas, porque essa questão não é só ginecológica, mas também está ligada à alimentação e a uma disfunção hormonal. Temos um bom diálogo com alguns deles.
Quanto aos outros médicos, eu acredito que a praticidade faz com que eles já indiquem o anticoncepcional. Há também a questão da saúde pública… tudo isso interfere. O segundo ponto, não posso esconder, é que existe um lado comercial. Por mais que seja barato incutir essa cultura contraceptiva, vai haver um rendimento por trás disso. Já no método natural, você não gasta nada; é uma proposta bem contracorrente. Alguns [médicos], eu acredito que fazem isso por falta de conhecimento da prática.
Temos experiências de médicos, com quem começamos a conversar, que também passaram a ser usuários do método. Na nossa linguagem, dizemos que é uma “conversão” deles. Atendendo a tantos casais que utilizam esse método, essa médica também passou a usá-lo.

Quais são os principais benefícios do Billings?

Esse método, primeiramente, faz com que a mulher tenha um autoconhecimento. Ele não faz mal à saúde, não tem efeito colateral, não tem custo; portanto, serve para todas as classes sociais, principalmente para aquelas que não têm poder aquisitivo; além disso, favorece a harmonia do casal.

Como as mulheres que vivem na correria do dia a dia podem aderir a ele, tendo em vista que esse método exige uma maior observação com relação ao corpo?

Há um ditado que diz: “A mulher consegue fazer 10 coisas ao mesmo tempo”, e isso é verdade. Nós conseguimos trabalhar, cuidar dos filhos, do marido, ou seja, ficar “ligadas”. A dificuldade mesmo é exercitar. Para qualquer mulher que você pergunte, ela pode estar na fila do banco e a menstruação dela descer; ela vai sentir que isso aconteceu, assim como ela sente que está com dor nas costas, dor de cabeça. Não é algo que está fora dela, mas dentro; só que ninguém nunca pergunta para ela: “Como você está se sentindo hoje?”. Então, o trabalho da instrutora é, justamente, dar esse “clique” para que ela comece a se observar. Não é uma coisa de outro mundo; simplesmente ela nunca fez isso. Para saber que ela está menstruada, ninguém precisou dizer. A fertilidade é assim também, ela vai sentir, mas não está acostumada a se perguntar e a se sentir. É aí que entra o trabalho da instrução.

Ele deve ser utilizado apenas pelos casais já casados?

Na verdade, ele é utilizado desde a menarca – primeira menstruação – até a pré-menopausa, quando a mulher fecha o seu ciclo de vida fértil. Mas a utilização dele é diferenciada, porque uma adolescente vai usá-lo apenas para adquirir autoconhecimento.
É muito bacana, porque os adolescentes ainda estão regulando os seus hormônios e, nessa fase, muitos pais erram, porque levam as filhas ao ginecologista e já há uma medicação para regular o ciclo. É um pecado isso, porque a adolescente ainda está em fase de ajuste. Então, quando ela começa a se observar, descobre a beleza do seu corpo, valoriza-se como mulher, e essa valorização do corpo vai ser muito importante. Isso vai ajudá-la a ser melhor com as pessoas, a saber que, algumas vezes, o hormônio pode influenciar no humor, seja porque ela fica uma chata ou muito alegre, sensível. Enfim, isso ajuda também na sua vivência social.
Uma vez casado, dentro do matrimônio, o casal vai utilizar as regras para engravidar ou para espaçar a gravidez.
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Qual deve ser o comportamento do casal durante o período fértil?

Uma das vantagens do Método Billings é o diálogo entre os casais, a harmonia. O casal vive um eterno enamoramento; é muito interessante. O sexo é muito importante na vida matrimonial evidentemente, mas ele é uma parte. Assim, quando alguns homens entendem a proposta, eles são os primeiros que a abraçam. Mas quando não a entendem, eles têm uma verdadeira aversão, porque existe aquela mentalidade de que sexo é todo dia, toda hora e “quanto mais, melhor”; “quanto mais, mais eu sou macho”.
Quando eles entendem a proposta, vivem uma reeducação sexual; vivem o sexo como uma entrega, uma doação a quem se ama. Dentro do casamento, você vive uma lua de mel, porque existem os dias férteis em que o casal quer espaçar; então não vai ter relação nesses dias, que é de 6 a 8 dias. Então, num ciclo de 28, 30 [dias], você tem cerca de 16 dias para ter relação. Aí, o casal vive um enamoramento. O que eles vão fazer? Vão conversar, vão namorar, ir ao cinema, jantar fora. O casal não fica na rotina e descobre que existem outras manifestações de amor além da sexual, da genital. O comportamento do casal deve ser o de se amar de outras formas e de forma responsável, já que eles não querem engravidar naquele momento.

Para que esse método funcione é importante a participação do marido?

É importante que ele queira viver essa experiência, porque, na verdade, quem se observa é a mulher. O marido é uma “ajuda adequada” (cf. Gênesis 2,18). Há casos em que a mulher esquece de anotar [o ciclo], e quem anota é o marido à noite. Eles vão ter que conversar sobre esse assunto. Toda mulher quer, no fim do dia, que o marido pergunte: “Como foi o seu dia?”. Nós achamos isso o máximo, mas para eles isso não faz a menor diferença. No entanto, para a relação sexual ele vai ter de perguntar. Olha que notícia maravilhosa! E ela vai responder: “Hoje eu estou seca, hoje eu estou molhada; ou seja, hoje estou fértil ou infértil”. Os homens aprendem muito rápido, mas precisam aceitar.
Isso é o legal, porque os outros métodos artificiais colocam o jugo sobre um ou sobre outro. “Se é a mulher quem está tomando um anticoncepcional, ela que se vire”. E fica uma coisa fria, pois eles têm relação na hora em que querem. Se é o homem quem faz vasectomia, está sobre ele [o jugo]. Não é fácil tomar a decisão de não mais procriar, porque isso é algo que está intrínseco ao homem e à mulher. Eles foram criados para colaborar com Deus na criação. Já o método natural é do casal.

Durante a amamentação, a mulher deve continuar utilizando-o?

Na amamentação, geralmente, a mulher acabou de ter um filho e o casal quer espaçar a próxima gravidez; outros não, querem ter um atrás do outro. Mas para o casal que quer esperar alguns anos para engravidar de novo, ela [esposa] vai continuar usando o método como usava antes de engravidar.

Como orientar a população mais carente?

O planejamento natural da família precisa ser mais divulgado, porque ele é eficaz em todas as camadas da sociedade. Existem, inclusive, mulheres analfabetas que praticam o método. Elas não precisam saber ler para fazê-lo, apenas se observar e pintar as cores do quadro de anotações.
Atendi um casal e a mulher me disse que sabia como estava; então, ela pegava uma folha seca para ilustrar quando estava infértil e, quando não punha nada, é porque ela estava fértil. É muito simples o método, mas é preciso que ele seja divulgado pelos meios de comunicação e precisam existir cada vez mais órgãos como o CENPLAFAN (Centro de Planejamento Familiar Natural), que é responsável por esse trabalho no Brasil. É preciso gerenciar mais instrutores capacitados para ajudar as pessoas; utilizando também os Postos de Saúde para que essa proposta chegue até elas.

Minha cura interior foi fundamental para entender o método

Eu tive uma “conversão” com o método, porque eu tinha 23 anos quando comecei a namorar o meu esposo. Ele já conhecia o método e falou dele para mim. A princípio eu pensei: “Nossa, mas tem que planejar?”. Na minha cabeça, eu não tinha que planejar, porque ia ter quantos filhos Deus me desse. Então, havia um pouco de resistência no meu coração. Mas uma pessoa da comunidade [Canção Nova] foi fazer um curso para instrutores em Araras (SP), em 1998, e me chamou. Lá fui eu, mas para questionar tudo. Na sexta-feira em que eu cheguei ao encontro, tive uma cura espiritual, porque a minha mãe foi mãe solteira. Então, eu não fui planejada pelos meus pais. Quando eu cheguei lá [no encontro], não conseguia dormir e pedi para essa pessoa que foi comigo rezar por mim. Na oração veio essa questão do meu pai e da minha mãe com relação à minha gestação. O ponto que foi nevrálgico na minha aceitação ao método foi a responsabilidade, porque, como não houve responsabilidade deles [os pais], eu não queria planejar. A partir disso, eu fui a todas as palestras, entendi a proposta do método e comecei a trabalhá-lo na Canção Nova; primeiramente comigo, fazendo o autoconhecimento da minha fertilidade e também participando de outros cursos.

Fabiana Azambuja

Fabiana Azambuja é instrutora Qualificada do Método de Ovulação Billings™ e Coordenadora do ‘Centro de Formação Famílias Novas’, no Posto Médico 
Padre Pio, em Cachoeira Paulista (SP). familiasnovas@cancaonova.com

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/familia/fertilidade/por-que-igreja-recomenda-o-uso-do-metodo-de-ovulacao-billings/

MÉTODO BILLINGS

Método de Ovulação Billings TM  é uma forma de planejamento familiar que ajuda a mulher a cuidar de sua saúde

Método de Ovulação BillingsTM é um meio natural e científico de conhecimento da saúde da mulher no reconhecimento de sua fertilidade. Geralmente, as pessoas o associam apenas ao espaçamento e alcance de uma gravidez, no entanto, o método tem a finalidade também de ajudar a mulher a cuidar da sua saúde.
Para compreender o que isso significa e sua dimensão, é necessário ter clareza de que a mulher que faz uso do Método de Ovulação BillingsTM passa por um processo de autoconhecimento e, inicialmente, desconstrução para posterior experiência com as características e potencialidades inscritas no ser mulher e na fecundidade de sua natureza, por meio de um aporte científico. Desconstrução, porque precocemente somos ensinadas a monitorar os dias de sangramento a cada ciclo sem o reconhecimento do evento mais importante do ciclo: a ovulação.
1600x1200Foto: KatarzynaBialasiewicz / by Getty Images 

Processo de autoconhecimento do seu corpo

Durante a vida de uma mulher, após a primeira ovulação, ela passa a experimentar ciclos, os quais, em sua maioria, são ovulatórios férteis, mas intercalados por ciclos nos quais não ocorre a ovulação. Portanto, a ovulação não acontece, em via de regra, em todos os nossos ciclos. Logo, todo sangramento que podemos anotar em quantidade de dias ou fluxo em um calendário não corresponde a uma menstruação.
Assim, compreendemos que estar sangrando, mesmo que em intervalos regulares a cada ciclo não é sinônimo de que estamos com saúde e fertilidade preservadas, pois esse sangramento pode não ter vindo precedido de uma ovulação e, assim, não ser uma menstruação.
O fato de experimentarmos alguns ciclos sem ovulação não é sinônimo de que estamos com alguma patologia instalada, no entanto, a repetição de ciclos sem ovulação, os reconhecidamente chamados ciclos anovulatórios, precisa ser conhecida pela mulher, monitorada e investigada em caso de sucessão ciclo a ciclo, pois pode estar associada desde a um ciclo de estresse, uma disfunção hormonal, um processo de adaptação às flutuações dos níveis hormonais enquanto se aproxima a menopausa ou até mesmo uma doença instalada, em casos mais graves, sendo, cada caso, específico e necessitado de um olhar diferenciado, de um acompanhamento individualizado, levando em consideração as questões particulares envolvidas.
Por isso, ao encontrarmos mulheres que fazem uso do método podemos ouvir relatos diversos de quem realizou um diagnóstico precoce de uma patologia e iniciou tratamento adequado em tempo, por exemplo, de uma neoplasia na tireoide; entre outros processos com alcances de tratamentos e ganho em qualidade de vida, como em disfunções hormonais ou em patologias ginecológicas; mas todos, de simples a complexos, partindo do mesmo sentido: conhecimento e monitoramento da saúde da mulher, independente de seu estado de vida, se solteira ou casada.
Aprenda sobre o Método de Ovulação BillingsTM
Esse acompanhamento da mulher se faz, de sua parte, no Método de Ovulação BillingsTM pelo reconhecimento das diferentes sensações na vulva com manutenção de registro diário em gráfico e assiduidade ao acompanhamento de instrutor habilitado, bem como manutenção de realização de exames médicos de rotina, pois o acompanhamento no método não exclui as avaliações médicas regulares, mas complementa e colabora com ela.
O processo de autoconhecimento e o uso do método proporcionam à mulher a saída de um olhar moldado em números e estimativas para o conhecimento do seu ciclo (se curto, médio ou longo) e de suas características: se possivelmente ovulatório fértil ou anovulatório, apresentando respostas adequadas às variações hormonais; intercalando períodos sugestivos de fertilidade e outros de infertilidade, com seu padrão básico de infertilidade ou não; com uma fase lútea adequada às mesmas variações hormonais ou não, pois apresentar ciclos regulares não está relacionado a ter um sangramento a cada 28 dias ou ovular entorno do 14° dia do ciclo – essas informações são estimativas e exemplos didáticos, não a realidade.
A realidade de ciclos regulares pertence a cada mulher, no reconhecimento de cada fase do ciclo e suas características. Assim, compreendemos a importância da ovulação para o conhecimento de um ciclo e a importância científica do método para a saúde de cada mulher.
O Método de Ovulação BillingsTM faz uso do que os estudos científicos comprovaram para identificar o sintoma ápice e localizar a ovulação nos dias férteis. É um facilitador no processo de acompanhamento de resultados de exames, possibilitando, por exemplo, aos profissionais comparar os achados clínicos de resultados de exames, como os de sangue, hormonais, com os parâmetros adequados à fase do ciclo da mulher no período de coleta da amostra, bem como os achados em resultados de exames de imagens, por exemplo, com o esperado àquela fase do ciclo, favorecendo diagnósticos precoces adequados e investigações clínicas pertinentes.
Assim sendo, o alcance de objetivos e motivações particulares não são a finalidade do Método de Ovulação BillingsTM, como aos casais que buscam espaçar ou alcançar uma gravidez. Cada mulher parte de um ponto comum: conhecimento e monitoramento de saúde. Saúde que é fecundidade. As contribuições e os benefícios do método, nesse sentido, são inúmeros. Encontram profissionais que acompanham a saúde da mulher, mas sobremaneira encontram a mulher que, no seu tempo, decide abrir-se ao processo de conhecer-se, desconstruindo estimativas e reconhecendo sua fertilidade com conhecimentos a partir do que a ciência pode, em colaboração à vida, proporcionar e também calar diante do mistério de ser enquanto nos movemos no mundo.
Fabiana Azambuja
Milena Lopes 
 Fonte: https://formacao.cancaonova.com/familia/fertilidade/metodo-de-ovulacao-billingstm-contribui-com-a-saude-da-mulher/

Fabiana Azambuja

Fabiana Azambuja é instrutora Qualificada do Método de Ovulação
Billings™ e Coordenadora do ‘Centro de Formação Famílias Novas’,
no Posto Médico Padre Pio, em Cachoeira Paulista (SP). familiasnovas@cancaonova.com

SER MÃE É APRENDIZADO DIÁRIO

É por meio da mãe, seja ela com vínculo sanguíneo ou não, que damos início ao desafio de sermos seres humanos

É um desafio escrever para mães, não sendo uma delas, mas é comum dizer que a mulher, pela sua natureza, traz em si o dom de acolher e o dom da maternagem, ou seja, de acolher o outro com o amor filial.
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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Esta é a graça de saber que já somos amados mesmo antes de sermos gerados, é graça e dom de Deus o amor maternal.
Não sendo uma delas, mas atendendo muitas mães, vamos aprendendo, lendo e convivendo com genitoras que nos trazem diversas histórias de vida, aprendizados e experiências.

Vínculo materno

O vínculo materno é algo estabelecido muito antes do nascimento, e é o primeiro evento de organização psíquica (embora, primitivo) de uma criança. Nesse sentido, a mãe se torna um elemento primordial no cuidado da criança, na observação dos seus sentimentos e emoções, na formação de sua identidade.
É por meio da mãe, seja ela com vínculo sanguíneo ou não, que damos início ao desafio de sermos seres humanos e conviver em sociedade.
É na relação mãe-bebê que também a mãe se realiza, partindo do princípio de que tudo é troca. Mãe-bebê crescem na interação e na maturidade, com formas de ganho vivenciadas desde o princípio da relação.
Mais do que instinto, a maternidade é algo que prende nossa atenção pelo fato de envolvermos outros aspectos, como comportamentos aprendidos e experiências de vida que nos tornaram diferentes no contato com nossos filhos.
Acho importante tocar nesse aspecto: por vezes, as mães estão insatisfeitas no modo como têm realizado seu papel. Aí, é hora de aceitar suas dificuldades, aprender com outras mães, buscar, em sua família, bons exemplos de maternidade.

O cuidado com os rótulos

O que devemos evitar é aquele rótulo de que, por nossos sofrimentos de vida, repassemos tudo isso para nossos filhos. Creio ser este o maior erro.
Sabe aquela frase que começa assim: “Filho meu não faz isso…” e “Filha minha, se engravidar fora do tempo, vai ser botada pra fora de casa”. Ouvimos isso milhares de vezes. Mas será esse o melhor caminho?
Ser mãe é cuidar, trazer para perto, conversar. Chegamos então ao X da questão: nossa relação com os filhos não é apenas instintiva, é também intuitiva, é perceber mais as reações do filho, as amizades, as vivências e os hábitos dele.
É preciso quebrar uma barreira que possa existir entre você e seu filho, que é muito mais uma barreira “mental” imposta por você, dizendo o que deve ou não tratar com ele.
A relação mãe-filho sofre influência marcante da cultura, do ambiente social, religioso, financeiro, da nossa saúde física e mental, do nosso acesso à educação, ao lazer, ao trabalho, ao descanso, à dignidade e ao reconhecimento.
Reciclar! Reciclamos nosso conhecimento no trabalho, na escola e – por que não? – na forma de conduzir nossa relação com nossos filhos.

A melhor educação

A melhor educação não é a mais cara ou cheia de recursos, mas a que deixa lembranças emocionais positivas. Essa vivência é muito especial para cada ser humano. Se você não viveu isso, procure trazer para seu filho o sentimento de pertencer, de ser acolhido, oferecendo-lhe segurança.
A segurança oferecida é ponto-chave para que seu filho também se sinta seguro, mesmo quando não for bem na prova da escola, quando perder o jogo do time ou não possuir aquele tênis “da hora” que todo amigo tem.
Mãe não é aquela que cede, que concede, que libera e facilita a vida. Mãe também abraça, acolhe, esbraveja, chora, também precisa de colo e proteção.
Ser mãe não é ser “mulher maravilha” com um cinturão cheio de superpoderes e ter todas as respostas em mãos, mas ganhar um espaço com seu filho; sim, dar a ele um espaço de escuta, um espaço de amor e acolhida.
É a graça de vivenciar vários papéis ao mesmo tempo: ser mãe-mulher-cidadã-esposa-profissional! Muitos papéis para essa mãe, os quais vão moldando seu jeito de ser e atender todas as necessidades apresentadas, que capacita sua forma de entender seus aspectos humanos e, estando bem psicologicamente, também contribua no desenvolvimento saudável de seus filhos.
Ser mãe é viver as alegrias e os sofrimentos que ser mãe representa, unidas à fé, à esperança, ao amor-doação. É saber criar seus filhos e saber gerá-los para a vida.
Que lindo presente é ser mãe! Um papel que, na verdade, nunca acaba. Ser mãe está e sempre estará em sua vida como a experiência mais transformadora que uma pessoa pode viver.
Tudo isso faz com que você seja tão especial e importante na vida de seus filhos!

Elaine Ribeiro dos Santos

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da
Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Facebook: elaine.ribeiropsicologia Twitter: @elaineribeirosp

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/familia/fertilidade/ser-mae-eterno-aprendizado/