Pastoral Familiar

Pastoral Familiar
Família é a nossa maior riqueza

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

SANTO DO DIA - SANTO ANDRÉ KIM E COMPANHEIROS MÁRTIRES



Tornamos célebre neste dia o testemunho dos 103 mártires coreanos que foram canonizados pelo Papa João Paulo II, na sua visita a Seul em maio de 1984.
Tudo começou no Século XVII, com o interesse pelo Cristianismo por parte de um grupo de letrados que ao lerem o livro do missionário Mateus Ricci com o título “O verdadeiro sentido de Deus”, tiveram a iniciativa de encarregar o filho do embaixador coreano na China, na busca das riquezas de Jesus Cristo.
Yi Sung-Hun dirigiu-se ao Bispo de Pequim que o catequizou e batizou, entrando por aí a Boa Nova na Coréia, ou seja, por meio de um jovem e ousado leigo cristão que, com amigos, fundaram uma primeira comunidade cristã.
Com a eficácia do Espírito, começaram a evangelizar de aldeia em aldeia ao ponto de somarem, em dez anos, dez mil testemunhas da presença do Ressuscitado. Várias vezes solicitaram do Bispo de Pequim o envio de sacerdotes, a fim de organizarem a Igreja. Roma, porém, era de difícil acesso e o Papa sofria com a prepotência de Napoleão, resultado: somente a Igreja pôde socorrer aos cristãos coreanos, trinta anos depois, quando os cristãos coreanos tinham sido martirizados aos milhares, juntamente com os 103 mártires, dentre estes: André Kim, o primeiro padre coreano morto em 1845; dez clérigos e 92 leigos.
Alguns testemunhos ficaram gravados, e dentre tantos: “Dado que o Senhor do céu é o Pai de toda a humanidade e o Senhor de toda a criação, como podeis pedir-me para o trair? Se neste mundo aquele que trair o pai ou a mãe não é perdoado, com maior razão, não posso nunca, trair aquele que é o Pai de todos nós!” (Teresa Kwon).
Os primeiros mártires coreanos escreveram, com sangue, as primeiras páginas da história na Igreja da própria pátria. Na data da canonização, bicentenária do início da evangelização da Coréia, esta nação contava com 1.4000.000 católicos, 14 Dioceses, 1.200 sacerdotes, 3.500 religiosos e 4.500 catequistas, atestando mais uma vez a frase de Tertuliano: “O sangue dos mártires é sangue de novos cristãos!”
Santo André Kim e companheiros mártires, rogai por nós!

EVANGELHO DO DIA - SÃO LUCAS 7,31-35

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 31“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’
33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SALMO 110

— Grandiosas são as obras do Senhor!
— Grandiosas são as obras do Senhor!
— Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!
— Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas.
— Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações.

PRIMEIRA LEITURA - 1TIMOTEO 3,14-16

Leitura da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo.
Caríssimo, 14escrevo com a esperança de ir ver-te em breve. 15Se tardar, porém, quero que saibas como proceder na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade. 16Não pode haver dúvida de que é grande o mistério da piedade: Ele foi manifestado na carne, foi justificado no espírito, contemplado pelos anjos, pregado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória!
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SANTO DO DIA - SÃO JOÃO CRISÓSTOMO



Doutor da Igreja, Boca de Ouro, Alma de Anjo e Coração de Pai. É o santo que celebramos neste dia: São João Crisóstomo. Nascido de família distinta, em Antioquia no ano 348. Depois da morte do pai, sua jovem mãe tratou de providenciar os melhores professores deste amado menino.
João nasceu com alma monástica, tanto que, por duas vezes passou anos no silêncio do deserto; por causa da precária saúde voltou da vivência religiosa mais retirada e em Antioquia foi ordenado sacerdote. Famoso devido ao seu dom de comunicar a Palavra de Deus, Crisóstomo não demorou a abraçar a cruz do governo pastoral da diocese de Constantinopla, já que o imperador fez de tudo para isto.
Ao perceber a má formação do clero, entregue à ambição e à avareza, o santo começou a exigir vida de pobreza e simplicidade evangélica daqueles que precisavam ser exemplo para o rebanho.
Devido aos naturais atritos com o clero e fervorosas pregações contra o luxo e imoralidades da vida social, São João teve problema com a imperatriz Eudóxia, que começou o movimento causador dos seus dois exílios, sendo que no último, os sofrimentos da longa viagem e os maus tratos foram mortais! Amado pelo povo e respeitado por todos, São João Crisóstomo morreu em 407 e deixou, além do belo testemunho dos dez anos de pontificado, suas últimas palavras as quais resumiram sua vida: “Glória seja dada a Deus em tudo!”.
São João Crisóstomo, rogai por nós!

EVANGELHO DO DIA - SÃO LUCAS 6,20-26

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 20Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!
23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A ALEGRIA NO ENCONTRO COM DEUS

Precisamos reservar um momento para o encontro com Deus

A verdadeira alegria está no encontro com Deus. No mundo atual em que vivemos, tão agitado e dinâmico, acabamos nos deixando levar pela avalanche de compromissos e necessidades materiais que ele nos incute, e gradualmente vamos firmando e pautando nossa alegria cada vez mais no ter do que no viver e no ser.
Ficamos tão mergulhados neste mar de preocupações e anseios, que nos esquecemos da nossa verdadeira identidade, que é ser cristão e viver nossa fé em Jesus; assim, qualquer decepção ou problema, por menor que seja, torna-se capaz de nos causar tristeza. Não estamos sentenciados a viver aprisionados na tristeza do mundo.
A-verdadeira-alegria-está-em-Deus

Foto: Wesley Almeida/cancanova.com

Alegria dos cristãos

O apóstolo Paulo, em sua carta aos Filipenses, ordena-nos: “Alegrai-vos sempre no Senhor”. “Outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4,4). Não é uma escolha que o fervoroso apóstolo de Cristo nos dá, mas sim uma ordem direta. A alegria deve ser a marca do cristão; então, tomemos consciência de que a verdadeira alegria vem de Deus!
Façamos, diariamente, uma reflexão e peçamos a Deus Pai que está nos Céu, que nos dê o verdadeiro dom da alegria, que é tão irresistível e inelutável, capaz de impelir o apóstolo Paulo, mesmo recluso dentro de uma cela aterradora e solitária, a transbordar seu interior de verdadeira alegria, glorificando a Deus incessantemente. Portanto, seja qual for a situação que você esteja vivenciando, ela não foi maior que a provação de Paulo e, consequentemente, sua alegria não pode ser menor que a dele.

Deus o abençoe!
Álison Apolinário Saião, de Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais
Fonte: https://formacao.cancaonova.com/espaco-do-internauta/a-verdadeira-alegria-esta-no-encontro-pessoal-com-deus/

SANTO DO DIA - SÃO NILO



Neste dia mergulhamos na história de São Nilo, onde encontramos um exemplar cristão que viveu no sul da Itália e no fim do primeiro milênio. Nilo, chamado o Jovem, fazia parte de uma nobre família de origem grega, por isso foi considerado o último elo entre a cultura grega e a latina.
Era casado e funcionário do governo de Constantinopla, com o nascimento de uma filha, acabou viúvo e depois descobriu sua vocação à vida monástica, segundo a Regra de São Basílio. Após várias mudanças acabou se fixando em Monte Cassino, perto da famosa abadia beneditina.
Seu testemunho atraiu a muitos, tendo assim a felicidade de fundar vários mosteiros no Sul da Itália, com o cotidiano pautado pelo trabalho e oração. No trabalho, além da agricultura, transcrevia manuscritos antigos, introduziu um sistema taquigráfico (ítalo-grego) e compôs hinos sacros.
São Nilo realizou várias romarias aos túmulos dos santos Pedro e Paulo, aproveitando para enriquecer as bibliotecas de Roma, até que a pedido de Gregório, Nilo fundou um mosteiro em Grottaferrata, perto de Roma.
Este pacificador da política e guerras da época, teve grande importância para a história da Igreja, e na consolidação da vida monástica. Morreu com noventa e cinco anos de idade, no dia 25 de setembro de 1005.
São Nilo, rogai por nós!

EVANGELHO DO DIA - SÃO LUCAS 6,12-19

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e ser curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

EDUCAÇÃO MORAL

A edificação da sociedade justa depende da educação moral

Os processos educativos são decisivos nos rumos e conquistas de uma sociedade. Esta é uma convicção incontestável que deve incentivar o compromisso de todos com o ensino. Cuidar da educação é tarefa da família, particularmente das instituições educacionais, mas também dos clubes recreativos, empresas, institutos, prefeituras, igrejas, meios de comunicação e até dos organizadores de uma simples festa popular, realizada na rua de um bairro.
Foto: Creative-Touch by Getty Images
A condição determinante dos processos educativos é uma compreensão que deve ser assumida em sentido de alerta, permanentemente, motivando avaliações constantes em todas as instâncias. Assim, são desenvolvidas dinâmicas que qualificam pessoas e os diferentes segmentos da sociedade. Uma preparação necessária para exercícios profissionais e cidadãos com resultados mais efetivos, que são sustentáculos da justiça e da paz.
É verdade que os processos educativos em curso, na sociedade, nas instituições e instâncias todas, estão atendendo necessidades e criando novas condições. Em se considerando a conjuntura econômica atual na sociedade brasileira, as oportunidades de avanços e desenvolvimentos, não se pode deixar escapar esse horizonte promissor. Em qualquer tempo, para cada um e para o conjunto da sociedade também, valha como advertência aquele velho e sábio ditado: “cavalo arreado só passa uma vez”.
Oportunidades perdidas trazem atrasos e prejuízos. Muitos são até irreparáveis. É necessário ouvir sempre os analistas e críticos quanto às consequências de descompassos nos processos educacionais, como retrocessos culturais e o alto preço pago por defasagens na infraestrutura. Devemos ouvi-los, também, para saber o que se pode ganhar a partir do desenvolvimento da educação, seja no campo econômico, cultural e social. O exercício de escuta é indispensável para que a crítica e o debate de ideias impulsionem posturas e comprometimentos mais adequados.
É exatamente devido à falta desse necessário embate de ideias, do melhor conhecimento e tratamento da realidade que a sociedade brasileira sofre com as carências no conjunto dos seus processos educativos. No Brasil, onde esses processos são qualificados – graças a Deus, neste cenário de déficit, temos exemplos exitosos –, o rendimento é notável, metas são alcançadas e passos largos são dados no desenvolvimento e nas conquistas. É preciso avolumar o coro das vozes que estão repetindo a antífona de que é preciso investimento e maior qualificação nos processos educativos. Caso contrário, nossa sociedade não vai acompanhar, nos diferentes âmbitos, a rapidez, a multiplicidade e as exigências próprias desse terceiro milênio.

Formação moral do cidadão

Não se pode continuar a perder por falhas na educação. Nas dinâmicas do cotidiano, são imensuráveis os prejuízos de cidadãos que mantêm uma visão acanhada, pouco proativa, gerando uma espécie de malemolência e falta de ousadia. O resultado é a incompetência para fazer frutificar o que se tem como oportunidade, o que a natureza dá e o que a inteligência pode fazer.
Indispensável caminho para alavancar os processos educacionais na sociedade é o investimento na formação moral de todo cidadão. Nesse sentido, o contexto atual presenteia a sociedade brasileira com uma oportunidade ímpar, para dar saltos qualitativos quanto à moralidade. O que está acontecendo na Corte Suprema deve ser acompanhado e percebido como esperança para superar dinâmicas de impunidade, aperfeiçoar funcionamentos que extirpem a corrupção, nas suas mais intoleráveis situações.
É preciso estar atento para a relação deste e de outros processos com a formação. Um autêntico desenvolvimento só pode ser completo se incluir a educação moral. Por falta da moralidade, multiplicam-se os cenários contrários ao bem e à verdade. A edificação da sociedade justa depende da educação moral.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

O Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma, Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico (Roma, Itália). http://www.arquidiocesebh.org.br

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/atualidade/educacao/a-importancia-da-educacao-moral/

SANTO DO DIA - SÃO JOÃO GABRIEL PERBOYRE



João Gabriel Perboyre nasceu em 5 de janeiro de 1802, em Mongesty (França), numa família de agricultores, numerosa e profundamente cristã. Era o primeiro dos oito filhos do casal, sendo educado para seguir a profissão do pai. Mas o menino era muito piedoso, demonstrando desde a infância sua vocação religiosa. Assim, aos quatorze anos, junto com dois de seus irmãos, Luís e Tiago, decidiu seguir o exemplo do seu tio Jacques Perboyre, que era sacerdote.
Ingressou na Congregação da missão fundada por São Vicente de Paulo para tornar-se um padre vicentino ou lazarista, como também são chamados os sacerdotes desta Ordem. João Gabriel recebeu a ordenação sacerdotal em 1826. Ficou alguns anos em Paris, como professor e diretor nos seminários vicentinos. Porém seu desejo era ser um missionário na China, onde os vicentinos atuavam e onde, recentemente, Padre Clet fora martirizado.
Em 1832, seu irmão, Padre Luís foi designado para lá. Mas ele morreu em pleno mar, antes de chegar nas Missões na China. Foi assim que João Gabriel pediu para substituí-lo. Foi atendido e, três anos depois, em 1835, chegou em Macau, deixando assim registrado: “Eis-me aqui. Bendito o Senhor que me guiou e trouxe”.
Na Missão, aprendeu a disfarçar-se de chinês, porque a presença de estrangeiros era proibida por lei. Estudou o idioma e os costumes e seguiu para ser missionário nas dioceses Ho-Nan e Hou-Pé. Entretanto foi denunciado e preso na perseguição de 1839. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser amarrado a uma cruz e estrangulado, no dia 11 de setembro de 1840.
Beatificado em 1889, João Gabriel Perboyre foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II em 1996. Festejado no dia de sua morte, tornou-se o primeiro missionário da China a ser declarado santo pela Igreja.
São João Gabriel Perboyre, rogai por nós!

EVANGELHO DO DIA - SÃO LUCAS 6,6-11

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Aconteceu num dia de sábado que, 6Jesus entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: “Levanta-te, e fica aqui no meio”. Ele se levantou, e ficou de pé. 9Disse-lhes Jesus: “Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?” 10Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: “Estende a tua mão”. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

DESAFIO DE SER PORTA-VOZ DA MORAL

Entenda o desafio de ser porta-voz da moral

Ser porta-voz da moral é mais que tarefa. É missão que permite a conquista do indispensável balizamento, capaz de evitar que as relações sociais se convertam em descompassos, inviabilizando a cidadania. Promover a moral é responsabilidade intransferível que cabe a cada família, às igrejas, aos governos, às instituições de educação, aos projetos e programas culturais. Enfim, uma exigência para cada cidadão, que deve orientar as próprias condutas a partir de valores inegociáveis. Mas essa responsabilidade contracena, no contexto atual, com uma força antagônica: o relativismo – abrigo de reações negativas a princípios ético-morais.
você aceita o desafio de ser porta voz da moral

Foto: Créditos: franckreporter by Getty Images

Muitas vezes os ordenamentos necessários para a vida cidadã são questionados, pois o conceito de liberdade frequentemente está relacionado com subjetivismos, contemplando múltiplos significados que justificam diferentes posturas e condutas. Obviamente, liberdade é componente essencial na vida de cada pessoa, mas o agir, justamente por ser livre, deve alicerçar-se na moral. As ações humanas não podem ocorrer na contramão de valores e princípios, pois liberdade não significa autocracia ou autonomia hegemônica que confere a indivíduos o direito de ser e fazer, segundo, apenas, os próprios interesses.
A liberdade genuína é a que se alicerça na moral, sem aprisionamentos no subjetivismo. Possibilita às pessoas agirem a partir de um sentido mais abrangente de liberdade, vivenciando-a em suas escolhas diárias. Esse modo de se orientar, por ser de ordem moral, se assenta sobre os pilares de princípios e valores, com força para confeccionar um tecido cultural emoldurado por perspectivas civilizatórias indispensáveis. Conquistam-se, assim, diariamente, condutas cidadãs que permitam o usufruto da própria liberdade e o respeito à liberdade alheia. Isso só é possível quando não se negociam valores e princípios indispensáveis que, para serem preservados, demandam exigente empenho existencial.

Liberdade

Percebe-se que liberdade não é apenas escolha desta ou daquela ação particular que, muitas vezes, erradamente, é justificada por relativismos que conduzem a absurdos. Liberdade não pode ser pretexto para justificar qualquer coisa que se oponha à moral – uma lei que não se impõe, mas que deve ser obedecida por todos, referência a uma voz que ressoa no fundo do coração, chamando cada pessoa a amar o bem e a distanciar-se do mal.
Por isso a missão de ser porta-voz da moral é importante. Não se pode correr o risco de amedrontar-se diante das comuns reinvindicações libertárias que partem do princípio de que o valor maior é a escolha individual – mesmo que essa opção seja contrária a valores e princípios inegociáveis. Esses valores e princípios precisam ser aprendidos e assimilados para garantir uma convivência de paz e harmonia entre todos. Eis um indispensável investimento para conseguir debelar as sangrias da corrupção endêmica, promover correções urgentes, aprender que o outro, o semelhante, tem inegável importância, superando violências e indiferenças que têm desfigurado a vida na sociedade, tornando-a insustentável.
Não se pode adiar o cumprimento da missão de ser porta-voz da moral, para fazer ecoar valores e princípios que antecedem interpretações jurídicas, políticas e culturais e integram a ordem natural da verdade e do bem. Essa missão é diária, de todos, e deve ser cumprida com incondicional respeito ao próximo, às suas escolhas. Assim, deve ser debelado o impulso para impor relativismos éticos e calar vozes, sob pena de prejuízos como os que estão na pauta do dia, trazendo perdas irreversíveis. Sem medo, com o objetivo de fazer o bem, diante das urgências inquestionáveis de se constituir nova ordem social, é hora de investir, corajosamente, no cumprimento da missão que é de cada um: ser porta-voz da moral.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

O Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de
Azevedo, é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade 
Gregoriana (Roma, Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício
 Instituto Bíblico (Roma, Itália).
http://www.arquidiocesebh.org.br
Fonte:https://formacao.cancaonova.com/atualidade/comportamento/
voce-aceita-o-desafio-de-ser-porta-voz-da-moral-e-fazer-a-diferenca/

SANTO DO DIA - SÃO LIBERATO DE LORO



Liberato nasceu na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder. Mas o jovem Liberato ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda a riqueza e conforto, para seguir a vida religiosa. Renunciou às terras e o título de Senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio em favor de seu irmão Gualterio, e foi viver no Convento de Rocabruna, em Urbino.
Ordenado sacerdote e desejando consagrar sua vida à penitência e às orações contemplativas se retirou ao pequeno e ermo convento de Sofiano, não distante do castelo de Brunforte. Ali vestiu o hábito da Ordem dos frades menores de São Francisco, onde sua vida de virtudes lhe valeu a fama de santidade. Em “Florzinhas de São Francisco” encontramos o seguinte relato sobre ele: “No Convento de Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia em plena comunhão com Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações chegava a se elevar do chão. Por onde andava os pássaros o acompanhavam, pousando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas quando perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre, entregue ao trabalho, penitência e à oração contemplativa. Os demais irmãos lhe dedicavam grande consideração. Quando atingiu a idade de quarenta e cinco anos, sua virtuosa vida chegou ao fim. Ele caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a morte. Não conseguia beber nada, por outro lado, se recusava a receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico celestial, Jesus Cristo, e na Sua abençoada Mãe. Ela milagrosamente o visitou e consolou, quando estava em oração se preparando para a morte. Acompanhada de três santas virgens e com uma grande multidão de anjos, se aproximou de sua cama. Ao vê-la, ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e lhe suplicou em nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se tivesse este merecimento. Chamando-o por seu nome a Virgem Maria respondeu: “Não temas, filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para te confortar antes de tua partida desta vida””. Assim frei Liberato ingressou na vida eterna, numa data incerta do século XIII.
No século XV o culto à Liberto de Loro era tão vigoroso, que as terras dos Brunforte, recebeu autorização para se chamar São Liberato. Inclusive o novo convento construído por ocasião da sua morte, ao lado do antigo de Sofiano. E construíram também uma igreja para conservar as suas relíquias, atualmente Santuário de São Liberato. Porém, só no século XIX, após um complicado e atrapalhado processo de canonização, é que o seu culto foi reconhecido pelo Papa Pio IX, que lhe deu a autorização canônica de ser chamado de Santo. A festa de Santo Liberato de Loro foi mantida na data tradicional de 06 de setembro, quando suas relíquias foram solenemente transferidas para o altar maior do atual Santuário de São Liberato, na sua terra natal.
São Liberato de Loro, rogai por nós!

EVANGELHO DO DIA - SÃO LUCAS 4,38-44

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.
40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.
42Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de as deixar. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.
— Palavra do Senhor.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA

Em setembro, recebemos um belo convite da Igreja no Brasil: olhar com mais carinho para a Bíblia, fonte de nossa fé. 

O mês de setembro foi escolhido fazendo memória a São Jerônimo (celebrado no dia 30), que traduziu os textos sagrados do hebraico e grego para o latim. O que acontece é que, para muitos, algumas partes da Bíblia são tão difíceis de interpretar, que parecem que ainda estão em grego.
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com 


Nem sempre é fácil mergulhar com profundidade na Sagrada Escritura. Por isso, nessa formação, vamos conhecer algumas dicas para viver bem seu mês da Bíblia.

Conheça S. Jerônimo

Foi no fim do quarto século, quando o elenco de livros inspirados nem tinha sido definido de maneira conclusiva na Igreja (pasmem!), que São Jerônimo recebeu a incumbência do Papa Dâmaso de presentear o cristianismo com uma versão da Bíblia em latim, que seria chamada, mais tarde, de Vulgata.
O trabalho foi duro! São Jerônimo teve de analisar muitos papiros e pergaminhos, para ver qual tinha o texto mais antigo, já que os originais, provavelmente, estavam perdidos.
A tradução também era – e ainda é – demorada. Nós, que pesquisamos a Sagrada Escritura e temos de traduzir as passagens que estudamos, às vezes, levamos horas ou dias de pesquisa para traduzir um só versículo!
A dedicação fiel de São Jerônimo mostra que ele foi um homem apaixonado pela Sagrada Escritura. Ele amava a Terra Santa e fez muitas viagens para lá, inclusive, terminando sua caminhada terrestre em Belém.
Jerônimo é a prova de que o estudo, feito junto com a vida de oração, nunca tiram a fé; do contrário, aumentam nosso amor por Deus. Tanto, que o Concílio Vaticano II, quando ensina sobre as Sagradas Escrituras na Constituição Dogmática Dei Verbum, retoma uma frase célebre do santo, tirada de um comentário de Isaías: “Desconhecer as escrituras é desconhecer Cristo” (Comm. in Is. Prol.: PL 24, 17). Por isso, vale a pena debruçar-se sobre a Palavra: amá-la significa amar o próprio Jesus, verdadeira Palavra de Deus.
Por que um mês da Bíblia?
O sopro do Espírito, no Vaticano II, abraçou um movimento bíblico, que trazia novos ares na leitura da Palavra de Deus na Igreja. Até, então, a Bíblia não era nem traduzida para outras línguas, a versão oficial era somente a Vulgata, em latim.
Como bom filho do Concílio, o mês da Bíblia foi inspirado na Igreja do Brasil, em 1971, na arquidiocese de Belo Horizonte (MG), amparado pelo Serviço de Animação Bíblica (das irmãs Paulinas). Logo, espalhou-se pelo Brasil e tornou-se oficial pela CNBB.
A cada ano, a Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil apresenta um livro bíblico para ser meditado e aprofundado, mas a escolha do texto não é aleatória. Veja só:
Em 2016, conhecemos Miqueias, o profeta de Morasti, que prega a Palavra de Deus defendendo os camponeses pobres, ensinando sobre a vida em família.
Em 2017, o testemunho mais antigo de uma comunidade, a Primeira Carta aos Tessalonicenses, vai iluminar a vida em comunidade.
Em 2018, o livro da Sabedoria, com suas máximas de vida, ensinando a viver bem e em harmonia, apresentará a vida em sociedade.
Para 2019, está reservado o tema da vida eterna, iluminada pela Primeira Carta de João.
O que fazer para que o mês da Bíblia seja uma experiência bonita e cheia de frutos? Bom, podemos oferecer algumas pequenas dicas que podem ajudar a começar um processo de encanto com a Palavra:

Para o crescimento pessoal

Como em uma boa amizade, é preciso aproximar-se da Sagrada Escritura. Perguntar, conhecer, interessar-se, gastar tempo com os textos e dialogar com eles.
Um bom amigo também é aquele que “faz nada” junto com a gente. Então, o silêncio diante da Palavra é necessário. Não aquele para pensar no que vou cozinhar ou para dar um cochilo, mas o que representa saborear a palavra, como sentir o gosto de um chocolate da boca depois de comer.
Separe um espaço da sua casa para ser seu “cantinho da oração” (uma cômoda, um espaço na prateleira). Não precisa de muito! Coloque alguns objetos sagrados que o levam a Deus, para que, toda vez que você chegar ali, seu coração saiba que é hora de rezar com a Palavra.
Uma boa música ajuda, de preferência instrumental. E que ela não seja a notificação do Whatsapp! Vale a pena conhecer e usar o “modo avião”!
Leia o texto de 1 Tessalonicenses todo! Se terminá-lo, um bom caminho para escolher as passagens é seguir a liturgia diária.

Em comunidade

Procure, com a pastoral litúrgica de sua paróquia, fazer uma celebração da Palavra, bem preparada, cheia de encanto. Fale com o padre da sua comunidade, para convidar um bom palestrante para estudar o livro de 1 Tessalonicenses. E ajude-o a motivar a paróquia para participar.
Leia o texto em comunidade e ore com seus irmãos de caminho. Quando estamos juntos, Deus está no meio de nós e fala conosco.
Fabrizio Zandonadi Catenassi
Mestre e doutorando em Teologia (PUCPR); professor de Sagrada Escritura (Católica SC); membro da diretoria da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica; assessora cursos bíblicos e retiros no Brasil e na América Latin

Fonte: https://formacao.cancaonova.com/biblia/como-viver-bem-o-mes-da-biblia/