Ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e dotou-a de sua constituição fundamental.
Seus membros são pessoas iguais em dignidade.(Catecismo Ig. Católica)
A Família é Sagrada e base para o desenvolvimento humano pleno no amor e na graça.
O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.
Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.
Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.
São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.
Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.
Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”.
16Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado.
18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”.
24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”.
26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.
Fases da paternidade: um legado para cada etapa da vida dos filhos
Muitos de nós homens, quando pequenos, sonhávamos ser alguém que fizesse a diferença no mundo. Alguns queriam se destacar por meio de uma profissão. Quem não quis ser bombeiro, policial, salva-vidas, médico ou jogador de futebol para ganhar a Copa do Mundo e fazer a felicidade do nosso país? Há também aqueles que viam a oportunidade de melhorar tudo se adquirissem superpoderes, querendo ser como Superman, Batman, Homem de Ferro, Flash, Homem-Aranha, Volverine e outros.
O tempo passou, crescemos e, no mundo real, sobraram muito pouco daqueles sonhos e idealismos. A maioria de nós vive entre o trabalho e a casa, o supermercado e a padaria, e, quem sabe, uma caminhada no parque de vez em quando.
O que resta para o homem poder se realizar?
Na Teologia do Corpo, catequese nº 21, São João Paulo II explica: “Assim, também se revela, profundamente, o mistério da masculinidade do homem, isto é, o significado gerador e paterno do seu corpo”. Na nota de rodapé desse texto lemos: “Adão gerou um filho à sua imagem e semelhança (Gn 5,3) relaciona-se explicitamente com a narrativa da criação do homem (Gn 1,27; 5,1) e parece atribuir ao pai terrestre a participação na obra divina de transmitir a vida, e talvez mesmo naquela alegria presente na afirmação: ‘Deus, vendo toda a Sua obra, considerou-a muito boa’ (Gn 1, 31)”.
É na paternidade que se revela a profundidade do ser masculino, é participando da criação que o homem se realiza por aderir à alegria do próprio Deus. Na paternidade, o homem tem a chance de preencher aquele anseio que, desde a infância, o incita a ser grande.
Com certeza, a paternidade não acontece somente na geração de uma nova vida, mas em toda formação desse outro ser humano. A cada fase da criança, há uma nova oportunidade de o pai se reinventar enquanto tutor e melhorar como ser humano.
Vejamos, então, o que o pai pode ser para o filho em cada fase do seu desenvolvimento e que legado pode deixar como genitor.
Ser o melhor amigo
Desde quando a criança começar a engatinhar, até por volta dos três anos, o pai será seu melhor amigo.
Não que a mãe não seja a melhor amiga, mas as relações do filho com o pai, e do filho com a mãe são diferentes. O pai representará a aventura e a quebra da rotina.
Afinal, somos nós que geralmente colocamos os pequenos nos lugares mais altos, que os viramos de ponta cabeça e gostamos de vê-los rir por sensações emocionantes que podemos proporcionar, provavelmente deixando a mãe de cabelos em pé.
Se você fizer essas coisas, com certeza seu filho ou filha vai lembrar de você constantemente durante o dia e correrá em seus braços toda vez que você chegar em casa.
Você estará plantando o amor no coração do rebento, fazendo com que ele o ame. No futuro, ele irá respeitá-lo, principalmente por causa desse amor.
Deixamos aqui um legado de amor.
Pai como herói
Mais ou menos dos três aos nove anos, ele ou ela o admirará em praticamente tudo o que você fizer, desde sua força física, até mínimas situações em que você “sair por cima”, sejam elas lícitas ou ilícitas, morais ou imorais. Qualquer situação em que você “cantar vitória”, seu filho verá como vantagem, apreciará ainda mais a sua pessoa e irá contar para todos os amiguinhos sobre os grandes feitos do pai.
E não será só uma admiração como com outra pessoa qualquer, você será talvez a pessoa que ele mais admirará neste mundo. Você será o grande herói dele. Portanto, demonstre sempre nobreza, bondade, amor, honestidade e misericórdia.
Nesta fase, é muito importante o pai plasmar esses valores no coração do filho. Será neste tempo da vida dele que se formará o caráter por meio de bons exemplos. Se algum dia ele se desviar, uma hora lembrará de sua retidão e isso servirá de base, e diga-se de passagem, será a maior referência para ele cair em si.
Ser um pai careta ou quadrado
Há um tempo na vida do filho em que ele precisa romper os laços, que compreende mais ou menos dos dez anos até os dezesseis ou dezessete, na pré-adolescência e adolescência.
Não é nenhum problema com você ou com a família, mas uma fase natural do desenvolvimento que o adolescente precisa viver, é uma fase da construção da própria personalidade, de reconhecimento de si e de aceitação social. Daí, a rebeldia comum nesta etapa.
Ele achará que você não sabe de nada, que é “careta”, que suas experiências e conselhos são de outra era, ultrapassados, e já não servem mais para ele nos tempos atuais.
O importante é você estar por perto. Mesmo que ele ache que sabe se virar sozinho, ainda vai precisar que você seja um porto seguro, alguém que reforce os limites e que ele possa contar e retomar se preciso.
Nesta fase, fica o legado da segurança.
Provedor
Início da juventude, por volta dos dezoito anos, até quem sabe os vinte e cinco anos ou mais um pouco. O pai será o provedor, o “cara” que paga as contas ou, ao menos, que salva na hora do aperto – se ele já estiver trabalhando – , que banca a faculdade, empresta o carro e uma “graninha” para sair com a namorada ou para aquele passeio com os amigos; em resumo, o pai será aquele que pode financiar isso ou aquilo.
Isso não é negativo e não quer dizer que não seja uma forma de amizade. A fase da adolescência passou e a amizade foi restabelecida. Mas as necessidades dele agora são mais dispendiosas e requerem mais responsabilidades. Você está lidando com um “quase adulto”, é a estrutura, o alicerce da vida dele que está se formando e ele precisa, sim, de ajuda.
Aproveite para não somente “dar o peixe, mas ensinar a pescar”, não seja só provedor, queira ser mentor, mas respeitando as escolhas dele. Estimule, dê responsabilidades, fale de sua experiência profissional, ensine sobre planejamento e metas.
Temos aqui uma ótima oportunidade de firmar um legado de profissionalismo, responsabilidade, idoneidade e equilíbrio.
Sábio
Para o jovem adulto – uns já assumem antes dos trinta anos – até o fim da vida do genitor. Quando o adulto assume um cargo de destaque no trabalho ou negócio próprio, casamento, filhos, compra da casa própria, o pai será o sábio, aquele que ele pode sempre pedir conselhos. A experiência de vida do ser paterno será primordial.
Ele vai querer saber sua opinião, sua visão (não em como funciona o mercado ou um processo de produção nos dias atuais, porque ele saberá dessas coisas mais do que você), em: o que esperar das pessoas, no trato com gente, nas dinâmicas das relações humanas e, principalmente, sua intuição a tudo.
Será uma ótima oportunidade de passar virtudes como paciência, aceitação, misericórdia, quando agir pelo coração ou quando decidir por ser mais racional. Principalmente, fazer refletir sobre as coisas que realmente têm significado nesta vida, ao que vale a pena se doar por inteiro.
O pai deixa agora um legado de sabedoria.
O importante é ser presença
Na verdade, um pai tem a oportunidade de ensinar tudo isso a vida inteira, mas cada uma das fases de desenvolvimento dos filhos proporciona que eles os vivam da melhor forma. Não basta querermos ensinar valores, é preciso que o outro esteja preparado para absorver e experienciar tais princípios.
Contudo, se notarmos bem, em todas as fases, o importante é que o pai seja sempre presença e dê seu amor.
A paternidade transforma e traz a felicidade para a vida do homem
Não é novidade que a paternidade traz mudanças substanciais na vida de um homem. A felicidade de ter nos braços um ser que é um “pedaço” seu vem com uma espécie de “Combo”: perda de suas preciosas horas de sono, trocas intermináveis de fraldas, excremento, saliva, cólicas e gases acompanhadas de um choro estridente, além de cuidados extras com a casa, que podem gerar conflitos em uma identidade masculina muito estereotipada.
Aquele hobby de assistir a um filme, o futebol da semana (pode fazer a sua lista), e até mesmo a vida sexual terá que ser pausada ou drasticamente diminuída. E para os homens amantes das liberdades individuais, acostumados ao bem-estar pessoal e estacionados na zona do conforto, essa lista de exigências é uma espécie de visita ao purgatório, se não ao inferno.
Vantagens e mudanças na vida do homem
Então, qual a vantagem em ser pai? Que mudanças positivas a paternidade traz na vida de um homem?
A resposta a essa questão vai depender muito de quem vai enfrentar o desafio: o garoto ou o homem. Digo isso, porque, antes mesmo de me casar e sonhar com uma família, ouvi de um psicólogo a seguinte afirmação: “Se você quer ser um bom pai, procure resolver o filho dentro de você”. Na época, não entendi por que tal afirmação caiu em mim como uma espécie de tsunami, mas uma coisa eu sabia: o “menino” dentro de mim recusava-se em crescer, ele tinha medo. Procurei resolver minhas pendências, fui rever minha história e preparei-me melhor para ser pai. Mesmo assim, com o nascimento da minha primeira filha há poucos meses, a paternidade chegou com um impacto de realidade e exigências coroadas com um amor inexplicável por um ser tão indefeso e frágil.
Em termos psíquicos, a paternidade põe em movimento forças interiores que alteram a percepção de si. Há uma espécie de “chamado interior” para abandonar as fantasias e o conforto do mundo do menino e ingressar no universo adulto, marcado por doações e responsabilidades. Esses elementos, somados a uma boa dose de sacrifício, são componentes básicos para a entrada nesta nova fase, que – como em toda fase do desenvolvimento humano – provoca uma série de sentimentos e sensações ambíguas na identidade masculina, sobretudo o medo.
Quem é o homem-garoto?
Para o homem-garoto, mesmo sendo um pai biológico, o medo de que o filho lhe roube a liberdade de outrora faz dele uma espécie de progenitor resmungão. É aquele homem que reclama do choro do bebê, do cocô, dos brinquedos pelo chão, da companheira que não acalma o bebê, enquanto ele (o garotão) joga videogame na sala ou assiste ao futebol. É o homem que diz “eu até ajudo um pouco a minha mulher”, atribuindo a ela a responsabilidade exclusiva com a criança. Em outras palavras, para o homem-garoto, a paternidade será sempre um peso, e ele será um propagador desse acontecimento como um ‘atraso de vida’.
Não julguemos esse modelo, pois, geralmente, ele também foi vítima da ausência de um pai relativamente bom. Quantos rejeitam a paternidade ou não cumprem bem o seu papel de pai, porque não possuem um referencial interno? Quantos foram abandonados pelos seus pais biológicos? E quantos se sentem prejudicados, porque a figura paterna em suas vidas foi ou autoritária ou passiva demais? A prática clínica tem me permitido observar que essas questões são as que mais aparecem como fendas na alma dos homens, que se não são expostas e curadas, tornam-se um ciclo repetitivo, como dizia C.G.Jung “o que não é curado numa geração é passado para a outra”.
Quem é o homem-adulto?
Por outro lado, temos o homem-adulto, que também sente as angústias, o medo e o peso da responsabilidade, mas, por consciência, sabe que ele é muito mais do que um progenitor. É aquele que não se tornou refém de sua história e decidiu encarar a paternidade com otimismo e paixão, deixando-se moldar pelo dom de ser pai. É o homem que tenta acalmar a criança nas horas de cólica, para que a mulher descanse um pouco mais. Ele não se importa de também ter de acordar de 3 em 3 horas, lavar uma louça, arrumar a casa. Sabe que o filho não é uma responsabilidade exclusiva da mãe, e por isso apropria-se do que é seu. Para ele, a paternidade será sempre algo divino, e ele será propagador desse acontecimento como o mais sublime de toda a sua vida.
Sim, o filho é uma espécie de aguilhão, que nos empurra para uma nova fase de gratas surpresas internas e externas. Resistir, resmungar – e pior – não participar dessa aventura, que é formar um novo ser humano, trará grandes prejuízos para o homem enquanto pessoa, mas também para a criança, que poderá crescer insegura, sem referencial para enfrentar a vida no futuro.
A descoberta de ser pai
Se você é pai ou ainda pretende ser, e aceitou o desafio de participar da vida de seus filhos, parabéns! Você pegou o passaporte para a felicidade. Mas se ainda vê esse processo como padecimento, um fardo difícil de ser carregado, sugiro rever a sua história, sobretudo a relação com a figura paterna em sua vida. Como dizia Steve Biddulph no best-seller “Por que os Homens São Assim”, o pai é uma linha de contato da identidade masculina; se essa linha não estiver resolvida, a figura paterna “se arrastará atrás de você, atrapalhando todos os seus movimentos”.
Como pai, tenho deixado que essa vocação divina transforme o menino em um homem a cada dia que nasce, e considero esse o acontecimento mais positivo que a paternidade pode trazer na vida de um homem. Hoje, considero-me mais responsável, mais amoroso e afetivo, mais comprometido e apaixonado por minha esposa, que tem dado um show de maternidade. É verdade, tudo mudou e tudo ainda vai mudar muito, mas eu decidi crescer.
Encontramos, nos Atos dos Apóstolos, este exemplo de entrega. No capítulo 10, nós assim ouvimos da Palavra de Deus: “Havia em Cesareia um homem por nome Cornélio. Centurião da corte que se chamava Itálica, era religioso; ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente” (At 10,1-2).
Diante dessa espiritualidade que Cornélio possuía, Deus o visitou por meio de um anjo, que lhe indicou São Pedro. Este, que também teve uma visão, foi à casa de Cornélio. Foi aí que aconteceu a abertura da Igreja para a evangelização dos pagãos, dos estrangeiros. No outro dia, Pedro chegou em Cesareia. Cornélio o estava esperando, tendo convidado seus parentes e amigos mais íntimos. Não somente ele queria encontrar-se com o Senhor, como também queria o mesmo para todos os seus parentes e amigos.
Cornélio ouviu da boca do primeiro Papa da Igreja: “Deus me mostrou que nenhum homem deve ser considerado profano ou impuro” (At 10,28). Assim, São Pedro começou a evangelizar e, de repente, no versículo 44: “Estando Pedro, ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos que ouviam a (santa) Palavra. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. Então Pedro tomou a palavra: ‘Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias” (At 10,44-48).
São Cornélio tornou-se o primeiro bispo em Cesareia. Homem religioso e de oração, Deus pôde contar com ele para a maravilhosa obra que chega até nós nos dias de hoje. Pela docilidade de muitos, como São Cornélio, o Santo Evangelho se faz presente em nosso meio. Peçamos a intercessão de São Cornélio para que busquemos cada vez mais o Senhor.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”.
24Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.
36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.
Nasceu em Florença, em 1182, numa família nobre que respeitava as opções de Veridiana com relação a Deus. Ela trabalhou com um tio comerciante e o ajudou a administrar seus negócios, mas percebeu que sua vocação era muito mais do que administrar; era deixar que o próprio Deus cuidasse dela e de sua história.
Jovem de oração, de penitência e contemplação, priorizou a vontade do Senhor, por isso chegou a um ponto em que deixou tudo para seguir a vontade de Deus, trabalhando e servindo-O por meio dos pobres e peregrinos.
Na época em que administrava o comércio do tio, já ajudava os pobres. Mas, agora, ela se doava para os seus irmãos mais necessitados. Ficou gravemente ferida, quando, ao fazer uma peregrinação pelos túmulos de São Pedro e São Paulo, foi a pé e descalça pedindo esmolas. Santa Veridiana ofereceu todos esses seus sacrifícios pela conversão das pessoas.
Uma mulher possuída pelo Espírito Santo, foi dócil à vontade de Deus e viveu o restante de sua vida acamada, enferma, oferecendo-se ao Senhor, aconselhando muitas pessoas e intercedendo por todos. Seus alimentos eram pão e água.
Mulher penitente e feliz, viveu até os 60 anos de idade consumindo-se de amor a Deus para o bem dos irmãos.
Santa Veridiana, neste tempo marcado pelo hedonismo e pela busca desenfreada por prazeres, nos aponta, denuncia que não é este o caminho da felicidade, mas apenas um: Nosso Senhor Jesus Cristo.
Peça a intercessão dessa santa para que todos possam, na oração, na penitência, na doação ao irmão, encontrarmos a verdadeira felicidade.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: 'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.